Tragédia, bom senso e censura no jornalismo 08/04/2011
Posted by Carol Patrocinio in Blablabla.trackback
A gente tem o costume de esperar sempre o pior de certos veículos. Ficamos pensando em qual será o próximo absurdo ao qual seremos expostos mas, de vez em quando, há uma surpresa.
A tragédia em Realengo, no RJ, deixou todo mundo esperando o pior do jornal que sempre dá o pior, o Meia Hora. Só que a surpresa foi positiva. O jornal foi sensível e respeitou a dor das pessoas que perderam seus filhos.
O negativo veio do Jornal Agora. Uma foto desnecessária, seguida de trechos da fala de uma testemunha. E a sensibilidade do jornalismo se foi.
Me pergunto diversas coisas nessa hora, mas uma delas é: se a repórter fala que um obituário estava pronto – e todo mundo sabia que estava – e é demitida, o que acontece com um cara que coloca esse absurdo na capa? Ou só é insensível “jogar na cara do leitor que há obituários prontos à espera do momento de publicação”, como disse a ombudsman da Folha, Suzana Singer?
Sobre a demissão, na página da Folha de S. Paulo, fechada para assinantes.


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