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Vida sobre Rodas 05/09/2009

Posted by Carol Patrocinio in Cultura de rua, iG Street, skate.
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O skate é o segundo esporte mais praticado no Brasil, perdendo apenas para o futebol, grande paixão nacional, mas há alguns anos o esporte não era visto com bons olhos e a fama de marginal andava lado a lado com o “carrinho”.

Algumas pessoas colaboraram para que a imagem do esporte e de quem o pratica pudesse melhorar e perder o estigma de “vagabundo”. Sandro Dias (o Mineirinho), Cristiano Mateus, Lincoln Ueda e Bob Burnquist foram, segundo o diretor do filme, Daniel Baccaro, os principais responsáveis pela mudança de postura em relação ao esporte.

Batemos um papo com os skatistas e o diretor do “Vida sobre Rodas”, o primeiro filme brasileiro sobre skate que tem previsão de estreia para o começo de 2010. Confira!

Não conseguiu assistir, vá para a TV iG!

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Skate: projeto Fix to Ride 02/09/2009

Posted by Carol Patrocinio in Eventos, iG Street, skate.
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Desde o dia 25 de agosto, o bowl da Praia do Arpoador entrou para o projeto Fix to Ride, criado na Argentina, e que tem o objetivo de resgatar a história do skate por meio da reforma de pistas abandonadas.

Os idealizadores trouxeram o projeto para o país e escolheram essa pista como primeiro ponto de ação por acreditarem que o bowl carioca está para o cenário do skate local como o Pão de Açúcar para aqueles que visitam a cidade.

Nos anos 90, a pista projetada por Césinha Chavez, recebeu até uma competição internacional. Localizada dentro do Parque Garota de Ipanema, entre as praias de Copacabana e Ipanema, tem vista para o mar e se tornou queridinha dos fotógrafos de skate do mundo.

Para comemorar o fim das reformas, a Converse Skateboard, patrocinadora do projeto, fará alguns eventos: no dia 10 de setembro rola a apresentação para jornalistas e autoridades com skatistas convidados que tentam fazer as manobras propostas pelo narrador do evento, quem acertar leva R$ 300. Dia 11 rola um grande treino e preparação para a competição com 40 skatistas de quatro gerações – anos 70, 80, 90 e os destaques atuais. A competição acontece no dia 12 de setembro, quando começa a Jam Session com 10 baterias de quatro skatistas.

Além das competições vão rolar exposições, sessão de autógrafos e apresentação dos filmes “O skate como ele sempre foi”, “Re-Board” e “Converse Skateboard Square”. É claro que música e distribuição de brindes não vão faltar!

Antes da festa você pode acompanhar a reforma do bowl e quem são os skatistas que vão estrear a pista no hot site do projeto.

O GAS Festival foi demais! 01/09/2009

Posted by Carol Patrocinio in Cultura de rua, Eventos, grafite, hip hop, iG Street, skate, street art.
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Se você, assim como a gente, passou por lá, pôde comprovar que foi uma dia extremamente bacana pra todo mundo! Skatistas, galera de BMX, pessoal do inline, b-boys e b-girls, além dos grafiteiros convivendo em perfeita harmonia.

Teve batalha surpresa de freestyle com o Emicida e o Rashid, papo com o pessoal da banda Face to Face e entrevista com o diretor do primeiro filme sobre skate do Brasil! Mas tudo isso você vai ver aos poucos nos vídeos que a gente vai colocar aqui pra você.

Preparado? Então o primeiro de todos é uma entrevista com os californianos do Face to Face, uma das bandas de hardcore mais queridas pela galera que curte o movimento street!

Problemas para ver o vídeo? Veja direto na TV iG!

Você estava lá? O que achou da festa? Comente!

A moda do hip hop 23/08/2009

Posted by Carol Patrocinio in Cultura de rua, hip hop, iG Street, skate.
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Quando você pensa em moda e a relaciona com música saem as produções mais legais que poderiam ser feitas! Se você é uma das garotas que curte um lance mais street ou um dos caras que adora meninas que andam de skate mas não perdem a feminilidade, vão adorar as fotos abaixo.

Quem fez as produções foi o pessoal da revista Teen Vogue, que fala sobre moda e comportamento para adolescentes.

E aí, o que achou do visual? Você usaria? Gostaria que sua namorada usasse? Comente!

Skate gigante 14/07/2009

Posted by Carol Patrocinio in iG Street, skate.
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O que alguém tem na cabeça para construir um skate que precisa ser empurrado por diversas pessoas, além de ter várias pessoas sobre ele? Essa pergunta deveria ter sido feita a Rob Dyrdek, um ex-skatista profissional que agora comanda um programa na MTV gringa.

O programa, “Rob Dyrdek’s Fantasy Factory” – Fábrica de Fantasia de Rob Dyrdek – é o tipo de um Jackass, mas ligado ao mundo do skate e do esporte, porém as maluquices estão presentes também. O skate enorme foi criado para o programa de tv, é claro! Olha a montagem do “brinquedo”.

Dá uma olhadinha no vídeo dos caras dando uma voltinha em Venice Beach para gravar o episódio. Vai falar se não foi uma grande ideia?

“Ficava indignada com o fato de colocarem 'modelos' segurando pranchinhas nos anúncios” 24/06/2009

Posted by Carol Patrocinio in iG Street, skate.
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Bicampeã mundial na categoria vertical feminina e campeã do X Games 2008 na mesma categoria, Karen Jones é skatista, designer, artista, tem uma banda, já foi no programa do Jô e ainda arruma tempo para treinar com o namorado, também skatista, Marcelo Bastos.

Morando atualmente em San Diego, na Califórnia, e perdida no fuso horário, Karen bateu um papo com a gente durante sua visita ao Brasil na última semana. A garota, que começou a andar de skate aos 17 anos, o que ela considera velha, que desbanca muito marmanjo com o “carrinho” nos pés e que tem uma voz doce e jeito de menina conta um pouco como foi começar a carreira, fala sobre patrocínios, fotos – inclusive dá dicas para você arrasar nas pics – e preconceito.

iG Street – Como é a rotina de uma garota que anda de skate?
Karen Jones – Não posso nem dizer que tenha rotina. Como viajo muito, nunca sei no fuso horario de qual país estou! Detesto acordar cedo, então não acordo – quando estou no Brasil, na casa dos meus pais, minha irmã me xinga um monte porque ela volta do trabalho e, às vezes, eu ainda estou dormindo.

Sempre que dá tempo vou pra academia, fortalecer as pernas, mas quase nunca dá tempo… (risos). Me alimento bem, como muitas frutas, yogurte e tomo bastante água. Esse ano fiz snowboard e wakeboard nos EUA e passo bastante tempo desenhando para a Monstra Maçã, minha marca, que será lançada em breve. Dificilmente faço algo que não queira fazer..!

iG Street – Como são os treinos?
Karen Jones – Eu me esforço bastante. Tive que mudar pra San Diego porque, infelizmente, o Brasil não tem pistas em boas condições para o vertical. É uma pena, porque amo nosso país, meus amigos, minha família e meus fans. Gostaria que essa mudança tivesse sido por opção e não por obrigação.

Moro com meu namorado (Marcelo Bastos, que também é profissional de skate) e andamos juntos todos os dias, umas três ou quatro horas, por necessidade fisiológica. hehe Não tem muito um treino fixo, vou pra pista, ligo o som, executo as manobras que já sei algumas vezes e tento aprender algo de novo. Mas o mais importante é se divertir, sempre.

Por ser um esporte agressivo, que precisa de força e condicionamento físico não é qualquer um que consegue continuar; não é fácil no começo, tem que ter força de vontade. Mas se o bichinho do skate te picar, não vai ter jeito, você não consegue mais parar e não importa a dificuldade. Não importa quantas vezes você cair, vai levantar dando risada. Cada roxo, cada cicatriz me faz mais forte. Eu nem sinto mais dor quando me corto ou ralo…

Não queria contar isso pra não assustar ninguém, mas vou contar porque não foi tão ruim assim! Uma vez, estava tentando uma manobra e estava quase acertando. Numa das tentativas quase voltei-a [que é quando você consegue completar a manobra com o skate], mas desequilibrei, caí e bati a mão bem forte. Senti uma dor, mas peguei o skate, subi correndo e tentei mais umas três vezes. A dor começou a aumentar e eu percebi que não ia dar pra continuar por muito mais tempo. Respirei fundo e dropei [quando você desce o half pipe] e acertei a manobra. Aí já tirei os equipamentos e fui direto para o hospital porque tinha quebrado um ossinho da mão e tive que ficar dois meses de gesso. No pronto socorro ninguém entendeu porque a menina de mão quebrada estava com aquele sorrisinho no rosto.

iG Street – Como foi conseguir o primeiro patrocínio?
Karen Jones – Eu tinha três meses de skate, aconteceu tudo muito rápido. Eu nem sabia o que era patrocínio, mas adorei começar a ganhar coisas das marcas em troca de fazer a coisa que estava mais adorando fazer!

Eu estava sempre nos eventos e, em um deles em particular, assim que saí da minha volta na competição, me troquei e coloquei uma saia preta (que era shorts por baixo). Aí o dono da marca me viu passando e me achou diferente, perguntou quem eu era e disse que queria conversar. Na semana seguinte fui ao escritório deles e entrei na marca. No começo era só apoio, mas eu ficava maluca! É como fazer compras no shopping sem precisar pagar a conta!

iG Street – O que é o patrocínio e apoio no skate?
Karen Jones – Os skatistas ajudam a construir a identidade da marca. No apoio rolam só peças, material e os skatistas viram uma “vitrine ambulante”, porque supostamente são formadores de opinião. Estarão aparecendo em pódios, tv e revistas expondo as empresas que eles representam.

O patrocínio é quando, além de material, os atletas recebem dinheiro também. As empresas patrocinam nossas viagens ou pagam um salário para nos mantermos. Em troca há esse compromisso de total utilização da nossa imagem, divulgação da marca, aparição em tv e revistas. Sem contar que quem compra o produto sabe o skatista que anda por aquela marca e isso é meio que um selo de qualidade.

iG Street – Ser bonita facilita na hora de conseguir patrocínio?
Karen Jones – Beleza pra mim é ter estilo, atitude, ser criatividade, saber conversar, ser gente boa… Então, com certeza, isso é o que mais conta. As marcas vendem uma imagem e o que vale a pena pra eles é ter atletas que sejam “marketable” (que deem retorno publicitário para a marca). Representar [fazer tudo direito] na hora de dar um autografo, conversar com as crianças… Para as mulheres isso vale muito mais porque nos ligamos ao visual na hora de se identificar com uma marca.

Acho deplorável quando no esporte uma garota tem o maior destaque porque é “gatinha” e aquela que quebra [é boa] está sempre sem patrocínio, sem condição de correr o circuito todo – se eu pudesse dar um piteco ali, aconselharia a primeira a se dedicar mais ao nível técnico e ajudaria a segunda a dar um tapa no visual, tem que ter um pouco dos dois. Mas isso é o que mais rola.

Quando eu comecei a andar de skate, muito antes de pensar em virar profissional eu via revistas especializadas com propagandas de marcas femininas e ficava indignada com o fato de colocarem “modelos” segurando pranchinhas nos anúncios. E não falo só de skate, não. Eu queria ver a coisa real, a menina que quebrava na sessão e como ela se comportava fora da pista. Se eu quisesse ver modelo ia comprar Vogue no lugar.

Até entendo que na época nem tinham meninas suficientes pra criar uma cena e tal. Eu criticava isso lá atrás e continuo tendo a mesma opinião, só que hoje as coisas mudaram. Vejo muitas meninas lindas e boas, e isso é ótimo. Tento orientar as marcas que me patrocinam e  a na minha marca vai ser assim também.

iG Street – Como foi sua primeira sessão de fotos?
Karen Jones – (risos) Eu fiquei dura igual um pau! Na primeira vez de baixo dos holofotes num estúdio, fiquei morrendo de vergonha, travadinha, suando frio e passando mal! O resultado nem foi tão ruim, mas tive que me esforçar muito pra ir me soltando. O fotógrafo era gente boa e me dirigia bem. Ai com o tempo eu resolvi que queria melhorar isso…

Cada vez que eu fazia ensaio tentava sugar o máximo do fotógrafo, pedia pra ele ir me falando o que fazer com o corpo, as mãos, observava as outras modelos, lia sobre o assunto. Aí eu fui ficando mais a vontade e abusada nas ideias. Claro que não tenho nem 10% da experiência de modelos de verdade, mas já me sinto muito mais confortável e consigo me divertir fotografando.

Vão aí algumas dicas pra sair bem na foto:

– Maquiagem ajuda bastante, corrigir olheiras, espinhas, dar uma corzinha nos olhos e tirar o brilho do rosto. Pra quem não esta costumado, às vezes pode parecer exagerado olhando no espelho, mas na câmera fica totalmente diferente;
– Uma boa iluminação faz toda a diferença. Se for fazer fotos externas, o fim da tarde é a melhor hora pra não ficar com sombras marcadas;
– Para não ficar com papo, projete a cabeça pra frente, como um ganso. haha Você vai se sentir ridícula, mas funciona;
– Deixar os braços em arco (colocando as mãos na cintura), sem pressioná-los contra o corpo, ajuda a delineá-los melhor;
– Pegue sua câmera digital e teste até descobrir de que jeito você fotografa melhor – mais outra coisa que vai te fazer sentir ridícula. Se você reparar, as celebridades sempre fazem as mesmas poses, dos mesmos ângulos nas fotos.

iG Street – Quais os cuidados que você tem com a aparência no dia-a-dia e na hora de andar de skate?
Karen Jones – Às vezes sou o relaxo em pessoa e às vezes encarno a Paris Hilton. Faço um esporte predominantemente masculino, mas sou mulher. Não sou macho, mas também não sou fresca.

Só tenho uma coisa com o cabelo. Não penteio nem nada, mas vou ao cabeleireiro, religiosamente, a cada três meses pra cortar, fazer progressiva, hidratação… No dia-a-dia sou mais relaxada, mas quando tenho alguma apresentação ou sessão de fotos passo um make, dou uma atenção a mais. Nunca liguei pra maquiagem, mas agora comecei a me interessar. (risos) São tantas cores apetitosas!

iG Street – Já aconteceu de você precisar fazer fotos e estar com algum roxo pelo corpo?
Karen Jones – Hum, roxo não lembro, mas ano passado fiquei a temporada inteira de verão na Califórnia usando joelheira pra andar de skate numa pista descoberta. Depois que acabaram os campeonatos, fui fazer um ensaio de vestido para meu patrocinador de tênis a [marca] Osiris e eu estava com a maior marca do mundo nos joelhos e no cotovelos, por ficar no sol de equipamentos . Eu nem me liguei por já estar acostumada, mas era muito visível. Eu parecia uma zebra! Tive que passar até corretivo e pó, mas mesmo assim ainda dá pra ver nas fotos.

iG Street – Você acha que mostrar a cara das skatistas ajuda a terminar com o preconceito em relação a meninas que andam de skate?
Karen Jones – Acho que já mudou bastante. Mostrar o nosso estilo de vida faz as pessoas perceberem o imenso potencial que o skate feminino tem. As meninas mais criativas e engraçadas que conheço andam de skate.

Muita gente não acredita que sou profissional quando me vê fora da pista. O preconceito, às vezes, é pela falta de informação. Muitos pais vêm conversar comigo e ficam surpresos, passam a ter outro ponto de vista.

A primeira coisa que falo é que não pode deixar de estudar nunca. Não adianta ser muito bom e burro. (risos) Minha mãe tem uma amiga muito fresca e a filha dela começou a gostar de skate; por minha causa a mãe acha o máximo menininha andando. Pra mim, essa é a maior recompensa que poderia ter.

Uma coisa dessa jamais teria acontecido, por exempo, há cinco anos… Eu amo o que faço, as coisas que conquisto pelo skate e gostaria que mais pessoas pudessem vivenciar isso também.

iG Street – Você já sofreu algum tipo de preconceito por causa do skate?
Karen Jones – Não diretamente. Eu considero preconceito as mulheres, em geral, serem deixadas de lado em qualquer esporte. Fico “p” quando algum campeonato não tem a categoria feminina, mas a gente, as skatistas, tem muita voz ativa e nunca deixamos quieto. Cada vez mais meninas andam de skate e curtem o esporte, o que nos dá mais força.