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O lugar da escrita 24/10/2009

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O que um escritor de livros de fantasia precisa ter por perto para se inspirar e escrever histórias absurdas? O fotógrafo Kyle Cassidy, que documenta a cultura americana dos anos 90 e já fotografou góticos, punks, políticos, metaleiros e moda alternativa, resolveu descobrir qual é o ambiente que rodeia os donos das mentes mais criativas da atualidade.

O nome do projeto é Where I Write e as fotos serão publicadas em um livro em breve. Enquanto isso você confere aqui algumas das imagens do autor.

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* Texto publicado originalmente na coluna Bookmarks do iG Jovem.

Curativo com estilo 20/10/2009

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Sempre que você se machuca e precisa colocar um curativo sente que aquilo podia ser mais bacana? Tem vontade de desenhar e pintar aquele pedacinho de plástico bege? Pensando em pessoas como você, cheias de estilo e criatividade, está sendo lançado um curativo com imagens de arte independente.

A ideia é uma parceria da MTV e da Band-Aid e vem em caixinhas de 20 peças com grafites de elementos como videogames, cartoons e toy arts. A edição é limitada, unissex e trará nove estampas diferentes de dois artistas promissores.

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Carla Barth é de Porto Alegre, mas vive em São Paulo. Faz esculturas e pinturas de um universo é habitado por seres fantásticos e oníricos. João Lelo é do Rio de janeiro. Cresceu viciado em videogames, desenhos animados e livros de fantasia. Seu trabalho é criar uma fusão dos mundos que admirava quando criança com a realidade do seu dia a dia.

No escurinho do cinema 15/10/2009

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Há 12 anos o rap perdeu um de seus representantes mais notáveis: Notorious B.I.G. O cara foi reconhecido, antes e depois de sua morte, como melhor cantor de rap e melhor álbum do ano com “Ready to Die” no VMA de 1994, melhor vídeo com “Hypnotize” no VMA de 1997, melhor música do ano com “Mo’ Money Mo’ Problems” no VMA de 1998 e a melhor música do ano – “Nasty Girl” – no VMA de 2005.

Aos 25 anos, o rapper se transformou na principal figura da Costa Leste dos Estados Unidos e vendeu mais de 32 milhões de discos em quatro anos de carreira. No auge de seu sucesso foi assassinado na saída de uma premiação em Los Angeles.

O filme “Notorious B.I.G. – Nenhum Sonho É Grande Demais” conta a trajetória de Christopher Wallace, um aluno exemplar de uma escola católica, adolescente que se transformou em traficante de drogas e a mudança repentina causada pela gravidez de Jan, sua namorada.

A obra é produzida por Voletta Wallace, mãe de B.I.G., e conta a história do astro até a fase do estrelato, passando pelas constantes e crescentes exigências da paternidade, casamento e carreira musical. Quem interpreta o monstro do rap é Christopher Jordan Wallace, seu próprio filho.

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Aproveitando a paisagem urbana 13/10/2009

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Arte de rua não é apenas modificar o que existe, a prova disso é o Trase, um artista de Cingapura que acredita ser ativista de arte de rua desde que começou a grafitar, em 1999.

O cara é artista em tempo integral e leva a arte a sério, buscando seu amadurecimento e crescimento. Depois de ganhar alguns prêmio e finalizar seus estudos, Trase tem exibido seu trabalho na Ásia, Alemanha e EUA.

Utilizando-se de sombras ou obstáculos que normalmente incomodariam os grafiteiros, o artista faz seu stencil participar da paisagem urbana como se sempre tivesse estado ali, no lugar escolhido para sua intervenção.

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Corpo grafitado 06/10/2009

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Gemma O’Brien é designer tipográfica e aproveita o blog For the Love of Thype para divulgar suas letras, formas e estilos. Este ano ela foi uma das palestrantes do evento Typo Berlin 2009, que reune os maiores nomes da tipografia mundial.

Antes da conferência, Mrs. Eaves, como é conhecida a artista, gravou um documentário sobre grafite. Se você pensa que a garota apoia a arte como ela é feita atualmente está muito enganado! O vídeo é parte da campanha “ Write Here, Right Now”, para que o grafite seja em lugares adequados.

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[Imagens: Alexander Blumhoff]

Na opinião de O’Brien, propriedades privadas de outras pessoas não devem ser alvo dos grafiteiros, o foco deve ser sua propriedade. No caso da artista, o corpo é a propriedade privada escolhida. Foram oito horas de escrita! Quer ver o vídeo?

Fernando Diass e o nanquim da realidade 29/09/2009

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Fernando Diass é um daqueles brasileiros que resolveu buscar saídas fora do país. Nanquim e técnicas de wash no papel são as maneiras encontradas para traduzir seus desenhos inspirados pela natureza humana, que já foram comparados aos da revista New Yorker, na Parsons School of Design.

Batemos um papo com o artista que vem ao Brasil ainda este ano, sem data confirmada, para saber mais sobre sua trajetória e inspirações.

IG Street: Você acredita que a mudança do Brasil para NY abriu portas para o seu trabalho?
Fernando Diass: Acho que indiretamente sim. Sair do país pode ser um experiência solitária, mas com consequências muito positivas. Quando vim para Nova Iorque amadureci bastante, me vi livre de julgamentos e passei a ser mais sincero em relação aos meus objetivos, e isso transpareceu nos conceitos que eu crio. É como se eu tivesse aberto um canal direto entre minhas ideias e o meu trabalho. A mudança e as consequências que ela traz foram mais importantes do que o destino no processo de encontrar mais oportunidades.

É claro que NY tem grandes vantagens para quem quer desenvolver um trabalho criativo. Eu, por exemplo, gosto de explorar a natureza humana, e sempre começo um trabalho a partir de algo que observei ou que vivenciei. Como toda grande cidade, NY tem um trânsito constante de pessoas, mas com uma particularidade: a dificuldade com que as pessoas têm em encontrar privacidade. Tudo acontece nas ruas porque muitas vezes os apartamentos são pequenos, os espaços são limitados e na maior parte do tempo, anda-se a pé. Então por mais que você não queira, é difícil não estar presente na vida dos outros e vice-versa. No meu caso, isso é precioso.

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IG Street: Como você se inspira para os trabalhos? Como você escolheu a técnica utilizada?
Fernando Diass: Eu não sei se é exatamente isso que me inspira, mas eu ando por aí, frequento diferentes tipos de lugar e procuro conhecer o maior número e variedade de pessoas possível. Tento conversar e enxergar novas perspectivas. Até mesmo quando isso é uma experiência desagradável tento ser observador e absorver algo. Vejo muitos filmes, em média um por dia. Me envolvo com música, aliás, outra vantagem de NY – a cena musical é incrível. Mas no final das contas eu pareço não ter muito controle sobre inspiração, é como se eu só vivesse minha vida do único jeito que sei viver e ficasse esperando pelas ideias, sem pensar muito nisso. Elas simplesmente vêm.

Acho que a minha técnica surgiu naturalmente, a partir da necessidade de aprender sozinho a qualquer custo. A maneira como eu faço meus trabalhos é fruto do que eu pude observar, filtrar e absorver ao longo do tempo. Como sempre vou continuar observando, minha técnica nunca vai parar de mudar. Hoje meu trabalho é do jeito que é porque me parece apropriado para o que eu quero dizer. Mas é como uma união entre forma e conteúdo, no momento em que o conteúdo muda, a forma também vai mudar, e para isso vou precisar adaptar a técnica.

IG Street: O que significa pra você e o seu trabalho expor junto com o Fashion Week de Nova Iorque?
Fernando Diass: O Fashion Week de NY é um grande evento cultural que atrai muita gente interessante, especialmente para áreas como o Village e o Soho, onde estou mostrando meus trabalhos. A cidade se transforma e dá espaço para um exercício explícito de criatividade, envolvendo diversas formas de arte. Por mais que eu não esteja diretamente ligado à moda, poder participar disso de alguma forma é inspirador. É como se por uma semana, eu tivesse uma audiência muito especial.

IG Street: Quais são suas referências nacionais e internacionais?
Fernando Diass: Minhas referências estão na música, na literatura, no cinema e na pintura. Sei que isso é bem abrangedor e vago, mas é muito difícil ser específico, porque eu provavelmente estaria excluindo algo.

Para citar alguns exemplos: acho que Michelangelo Antonioni fez filmes incríveis como Blow Up, L’Avventura e La Notte, entre outros. Os cineastas franceses da Nouvelle Vague também. Admiro Jean-Luc Godard e François Truffaut. Masculin Féminin, por exemplo, é um estudo interessantíssimo sobre relações humanas. Eu poderia citar muitos outros.

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Gosto muito da literatura russa de Dostoiewski. Acho Crime e Castigo tão intenso que eu poderia fazer uma série extensa de trabalhos baseada no livro. Mikhail Bulgakow escreveu um livro muito interessante chamado The Master and Margarita, recheado de sátiras e humor negro.

Gosto também de Edgard Allan Poe, tenho um profundo interesse pelo misterioso e pelo oculto. Gosto do trabalho de James Joyce, e devo ter lido praticamente toda obra de Oscar Wilde. Estou tentando ler um livro chamado Infinite Jest, de um autor americano chamado David Foster Wallace. Digo tentando porque realmente não é fácil. O livro é tão denso, complicado e extenso que me faz pensar sobre obsessão, sobre realmente querer expressar uma ideia.

Gosto do trabalho do Max Ernst, Alfred Kubin, Goya, Tchelitchew, Edward Gorey, Francis Bacon, David Shrigley… Acho que eu devo ter absorvido muito do que sei de alguns desses artistas.
Na verdade acho que a minha lista de referências vai muito além, não sei nem porque citei cineastas em primeiro lugar… Só posso dizer que todo dia adquiro uma nova referência, conheço algo novo e aprendo mais.

IG Street: Você pode contar um pouco como se deu sua ligação com as artes visuais?
Fernando Diass: Eu não sei dizer exatamente como começou, mas provavelmente foi bem cedo. Minha avó, minha mãe e minha tia são artistas plásticas, talvez isso tenha despertado o meu interesse pelas artes visuais quando eu ainda era pequeno. Me expressar através do desenho e da pintura foi como que instintivo, desenhar era algo que eu simplesmente sabia fazer, sem nem saber como ou porque.

Para mim a estética é e sempre foi intrigante de maneira geral.

Picasso era do grafite! 07/09/2009

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O nome dele já é uma obra de arte: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso. Sim, esse é o nome completo do pintor que revolucionou as artes plásticas no século XX.

Picasso nasceu em 1881, em Málaga, e se tornou um dos artistas mais reconhecidos do mundo por seus trabalhos em diversas frentes.

O que muitos nem imaginam é que um dos fundadores do Cubismo e autor da Guernica também foi vanguardista em outra arte, ainda hoje marginalizada: a do grafite. O Light Grafite, ou grafite com luz, é hoje bastante difundido nos países da Europa e foi muito comentado no Brasil há pouco tempo.

O que Picasso fazia era trabalhar com uma câmera fotográfica com possibilidade de um bom tempo de exposição até que a foto fosse batida e, então, desenhava com luz – manipulando o princípio básico da fotografia.

Nós escolhemos algumas fotos dessa arte já praticada em 1949 por um dos grandes gênios das artes visuais. As demais imagens você pode conferir no site da revista Life.

Para sempre teu 06/09/2009

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“Sempre acreditei que toda vez que a gente entra numa igreja pela primeira vez, vê uma estrela cadente ou amarra no pulso uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim, pode fazer um pedido. Ou três. Sempre faço. Quando são três, em geral, esqueço dois. Um nunca esqueci. Um sempre pedi: amor”

Esse é o começo do texto “Do fundo do coração, ou Love, Love, Love”, de Caio Fernando Abreu, o tema do livro “Para sempre teu, Caio F.”, da Editora Record. O nome da obra é a forma como ele assinava algumas cartas para seus amigos enquanto viajava mundo a fora ou queria contar novidades, falar sobre o mundo…

Caio foi um grande escritor, um dos primeiros brasileiros geniais a ser levado pela Aids num tempo em que não havia tecnologia suficiente para impedi-la. São diversos livros, peças de teatro, contos e colunas em jornal da autoria do escritor que ensinou o amor a uma geração e ainda o ensina a quem mergulha em seu legado.

A autora do livro, Paula Dip, foi grande amiga do genial rapaz de Porto Alegre. Ela conta a história da amizade e da vida dos dois não apenas nos momentos em que se cruzaram, mas já sabendo que o fariam em algum ponto. Era uma amizade intensa, com momentos de distanciamento, mas nunca brigas ou problemas.

Uma vida cheia de poesia e força é o que você encontra entre as cartas que ele escreveu, que recebeu e o que contam seus amigos e quem apenas o viu de longe. Não importa a distância, Caio sempre atingiu a todos.

Homossexual numa época dura, usuário casual de várias drogas e figura conhecidíssima na noite, Caio foi um marco em São Paulo, no Rio e em todos os lugares por onde passou. Alma sem sexo, apenas amor, opiniões ferinas e sempre pronto para fazer o que fosse necessário para ajudar quem gostava. E era bom que ele gostasse de você.

Uma das poucas pessoas que mistura vida e obra de maneira que fica difícil separar o que ele viveu e o que apenas escreveu. A vida de Caio faz parte da vida da literatura e da intelectualidade brasileira. Imprescindível.

* Texto publicado originalmente na coluna Bookmarks do iG Jovem.

Vida sobre Rodas 05/09/2009

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O skate é o segundo esporte mais praticado no Brasil, perdendo apenas para o futebol, grande paixão nacional, mas há alguns anos o esporte não era visto com bons olhos e a fama de marginal andava lado a lado com o “carrinho”.

Algumas pessoas colaboraram para que a imagem do esporte e de quem o pratica pudesse melhorar e perder o estigma de “vagabundo”. Sandro Dias (o Mineirinho), Cristiano Mateus, Lincoln Ueda e Bob Burnquist foram, segundo o diretor do filme, Daniel Baccaro, os principais responsáveis pela mudança de postura em relação ao esporte.

Batemos um papo com os skatistas e o diretor do “Vida sobre Rodas”, o primeiro filme brasileiro sobre skate que tem previsão de estreia para o começo de 2010. Confira!

Não conseguiu assistir, vá para a TV iG!

Break crew 03/09/2009

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Se o nome do post te fez perguntar: “o quê?”, é porque você não está muito habituado com as nomenclaturas de uma das partes mais bacanas da cultura de rua: o break dance. Cada equipe que dança é uma crew – ou família, como eles gostam de chamar.

No GAS Festival rolou uma batalha entre vários desses grupos de b-boys e b-girls. Os vencedores foram os meninos do Sampa Masters, que bateram um papo com a gente e explicaram como rolam desde os ensaios até a marra que carateriza os dançarinos.

Não conseguiu assistir? Veja direto na TV iG.