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Grafite documentado 30/10/2009

Posted by Carol Patrocinio in Cinema, grafite, iG Street.
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riskos urbanos

Você conhece a história do grafite? Sabe quando foi que ele deu as caras pelo Brasil e como vive até hoje? O videomaker Leo Moreira criou o documentários Riskos Urbanos para acabar com essa deficiência de informação, pelo menos sobre a cena de Belo Horizonte.

O documentário está na internet e você pode conferir todo o trabalho aí, sentadinho, sem sair da frente do computador. Preparado?

Parte I

Parte II

O que você achou? Gostou? Acha a iniciativa interessante? Comente!

Para sempre teu 06/09/2009

Posted by Carol Patrocinio in Bookmarks.
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“Sempre acreditei que toda vez que a gente entra numa igreja pela primeira vez, vê uma estrela cadente ou amarra no pulso uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim, pode fazer um pedido. Ou três. Sempre faço. Quando são três, em geral, esqueço dois. Um nunca esqueci. Um sempre pedi: amor”

Esse é o começo do texto “Do fundo do coração, ou Love, Love, Love”, de Caio Fernando Abreu, o tema do livro “Para sempre teu, Caio F.”, da Editora Record. O nome da obra é a forma como ele assinava algumas cartas para seus amigos enquanto viajava mundo a fora ou queria contar novidades, falar sobre o mundo…

Caio foi um grande escritor, um dos primeiros brasileiros geniais a ser levado pela Aids num tempo em que não havia tecnologia suficiente para impedi-la. São diversos livros, peças de teatro, contos e colunas em jornal da autoria do escritor que ensinou o amor a uma geração e ainda o ensina a quem mergulha em seu legado.

A autora do livro, Paula Dip, foi grande amiga do genial rapaz de Porto Alegre. Ela conta a história da amizade e da vida dos dois não apenas nos momentos em que se cruzaram, mas já sabendo que o fariam em algum ponto. Era uma amizade intensa, com momentos de distanciamento, mas nunca brigas ou problemas.

Uma vida cheia de poesia e força é o que você encontra entre as cartas que ele escreveu, que recebeu e o que contam seus amigos e quem apenas o viu de longe. Não importa a distância, Caio sempre atingiu a todos.

Homossexual numa época dura, usuário casual de várias drogas e figura conhecidíssima na noite, Caio foi um marco em São Paulo, no Rio e em todos os lugares por onde passou. Alma sem sexo, apenas amor, opiniões ferinas e sempre pronto para fazer o que fosse necessário para ajudar quem gostava. E era bom que ele gostasse de você.

Uma das poucas pessoas que mistura vida e obra de maneira que fica difícil separar o que ele viveu e o que apenas escreveu. A vida de Caio faz parte da vida da literatura e da intelectualidade brasileira. Imprescindível.

* Texto publicado originalmente na coluna Bookmarks do iG Jovem.

Muito além da rebeldia 03/07/2009

Posted by Carol Patrocinio in Bookmarks.
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Qual adolescente não passa por uma fase de rebeldia, nem que isso seja cortar o cabelo sozinho ou pintar as unhas de preto? O problema é que essa fase rebelde de Cyd Charisse – sim, o nome dela deve ter influenciado nesse gênio difícil – tem durado muito mais do que devia; a garota até conseguiu ser expulsa de um colégio interno…

Ao voltar a morar com a mãe, o padrasto e os irmãos em São Francisco. Cyd estava ocupando seu tempo estudando numa escola alternativa, que ela dizia ser uma desculpa para filhos de gente rica ter o que fazer além de dar trabalho, e o serviço comunitário num asilo. Foi nesse lar para idosos em que Cyd conheceu Pão-Doce, sua melhor amiga e confidente, mesmo que os anos entre a idade das duas somem mais do que a idade da garota rebelde.

O serviço comunitário não deu apenas uma melhor amiga à Cyd, mas também uma paixão. Foi lá que ela conheceu o amor da sua vida – até o momento -, o cara mais legal do mundo – segundo ela -, o Siri, um surfista gatinho que a faz suspirar. E além de suspirar, a faz ter coragem de dormir fora de casa e voltar na manhã seguinte, na maior cara de pau. Adivinha se isso não daria problema?

E o problema foi resolvido mandando Cyd Charisse para Nova York. Não, ela não foi sozinha para a cidade mais legal do mundo todo… Ela foi encontrar o pai que ela viu uma única vez na vida. E o dia em que ela conheceu o pai não sai de sua cabeça, já que foi o mesmo dia em que ele deu a ela a Pão-de-mel, a boneca e companheira de Cyd.

Conforme foi crescendo, Cyd Charisse começou a pesquisar sobre a vida do pai e até falou uma vez com ele ao telefone porque precisava de grana pra sair de uma enrascada! Durante as pesquisas ela descobriu que tinha uma irmã e um irmão. Ela sonhou muito tempo com a possibilidade de conhecê-los e conviver com sua outra família. Essa hora chegou e não vai ser exatamente como ela havia imaginado…

Pão-de-mel é o primeiro livro de Rachel Cohn e já é ótimo, imagina como será Siri, o seguinte dela? Esse livro vai além de uma história bonitinha de amor, é muito mais profundo e mexe de verdade com a gente. Vale totalmente a pena esquecer do mundo e lê-lo.

* Texto publicado originalmente na coluna Bookmarks do iG Jovem.